
Cartas, abraços, beijos, brincadeiras, sorrisos, é o que, no começo, eu achava que ia ser todo mês, quando chegasse o dia 06. Pouco a pouco, meu conto de fadas foi desmoronando, foi-se tornando numa história contada pela bruxa, para assustar criancinhas. A criança mais assustada, enfim, sou eu.
Dizem os que se dizem sábios, que o amor é o bom da vida, sábios? Não sabem nada! Eu sei. O bom da vida é ter controle sobre você, sobre suas emoções, amor não é isto; bom da vida é poder se divertir com amigos, ir pra onde quiser, quando quiser, amor não é isto; bom da vida é ser feliz todo instante, constantemente, e amor, definitivamente, NÃO é isto. Questionem-me então, o que é amor. Talvez seja o que degrada, o que mata, o que ilude, o que FERE - feridas difíceis de cicatrizar, feridas que são feitas pouco a pouco, lentamente, ardem, sangram, são profundas -, maltrata.
Pra mim, amor são mentiras, sempre será.
O famoso buraco está em meu peito, na verdade, nunca saiu daqui, apenas inativo por algum tempo, agora volta a queimar. Estou virando cinzas, cinzas do que você causou.
Levem-me de mim, não posso aceitar o quão inútil sou, incapaz de te fazer mudar, por mais que tente, sempre serei.
Perdida, novamente.