quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Tenho um espaço em branco à minha frente. Poderia vomitar todas as minhas dores e angústias ou apenas fazer um barquinho de papel.
Relembrar o que aflinge meu coração, o destruirá ainda mais. Um barquinho de papel, se desfaz fácil pela água. Não há maneira de que faça algo duradouro e que me faça bem todo o tempo? Humana tola, não iluda seu próprio consciente.
Inocente não se pode dizer, amorosa e esperançosa talvez, mas tola parece aplicar-se melhor. Lutará até o fim, mas com tantas espinhos? Sim!
A recompensa se distancia, faz um jogo de espelhos para que você ache que esta perto de ganhar o troféu. Não importa o quanto você ande, corte-se, ultrapasse seus limites. Pode ser que você nunca ganhe.
Mas você não desiste! Humana tola, não iluda seu próprio consciente.
Dê-me mais um gole, para que eu possa suportar a falta que aquelas almas me fazem.
Olharei no espelho para procurar seus reflexos ao meu lado, mas como sempre verei tudo embaçado, a sua presença se faz apenas aqui dentro, não do coração, apenas na cabeça - para que eu possa entender que você não pode estar aqui, comigo - . Espero que não me esqueça, apesar de que eu estou a te esquecer, aos poucos.
Vejo nossas fotos, para onde aquela alegria foi? Talvez tenha ido para sua nova vida, uma vida longe de mim.

Não me lembro como o som da sua risada me contagiava, ou como você me fazia sorrir fácil, estas coisas parecem ter sido um sonho, que lembro-me vagamente.
As lembranças estão ficando turvas, mas de uma coisa me lembrarei. Um dia eu tive alguém que olhava por mim, um dia eu tive...